segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Despedidas são longas

 Suponho seu sorriso

Inconscientemente dorme
E na consciência sonha acordada,
faz seu tarô com areia
Dá um passo pra dentro de si fechando os olhos

   que suas mentiras não sejam verdades
    se o abrigo for muito alto pode desabar

Ache uma corda, uma raiz, se segure se agarre
saia da areia movediça, bajule a corda beije a raiz.
.Divida a raiz e queime a corda.

     Espero a espada traspassar o egoísmo como em um suicídio
      Talvez a sua insolência te consuma.

Simule um deslize e caia na areia
Berre por socorro,
Imbecis sempre aparecem.

Aproveite a catarse.

2 comentários:

  1. "que suas mentiras não sejam verdades
    se o abrigo for muito alto pode desabar"

    http://www.youtube.com/watch?v=nPXDx_rUCGk

    ResponderExcluir
  2. Os versos livres deste poema tem uma capacidade de criar imagens impressionante... passaram pela minha cabeça, quando o li, a saudade por uma pessoa amada, os conflitos humanos entre o ID e o Superego, a capacidade de encenação da linguagem, a desertitude da consciência humana... catártico e mesmo epifânico o poema!

    ResponderExcluir